Como escolher seu equipamento de radiofrequência: tamanho é documento sim

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Será que você sabe como escolher o seu equipamento de radiofrequência?

Você pode achar estranho quando afirmamos que o tamanho de um aparelho eletrônico diz muito sobre ele, quando vivemos em épocas de miniaturização.

Um exemplo. Você sabia que o smartphone que você está segurando aí é bem mais potente que os computadores usados a bordo da Apollo XI quando chegou a Lua?

Pois então, para este caso tamanho não é documento. Quando falamos do equipamento de radiofrequência que usamos na nossa clínica a realidade não é mesma de computadores.

Vamos entender o porquê:

Antes de mais nada, vamos a um papo que muitos torcem o nariz.

Como profissionais da área de estética, e usuários de eletroterapias é nosso dever sabermos o básico para poder sermos menos suscetíveis a propaganda quando vamos escolher qual equipamento investir: a FÍSICA envolvida.

Radiofrequência é um espectro, isto é, uma faixa do tão famoso campo eletromagnético… a radiofrequência emite ondas eletromagnéticas e… pera aí!!!!

O que são ondas eletromagnéticas?

Com calma, vamos lá!

Onda eletromagnética é uma forma bastante complexa de interação, de entrelaçamento, da eletricidade e do magnetismo.

Bem antigamente, a eletricidade e o magnetismo eram estudados como campos distintos da Física. Fenômenos que pareciam ser distintos.

Até 1819, quando um sujeito chamado Oersted em suma disse que cargas elétricas em movimento criam efeitos magnéticos.

A partir disso, modelos teóricos foram sendo criados para explicar as propriedades dos imãs através do movimento de cargas elétricas. Inclusive do campo magnético da Terra.

Explicado e entendido essa relação entre movimento de cargas elétricas e magnestismo. A tecnologia evoluiu e demos diversas aplicações a esta descoberta: de alto falantes e fones de ouvido até um acelerador de partículas. E, claro, chegando até o nosso equipamento de radiofrequência estética.

Mas antes de explicar sobre, tenha calma e vamos voltar a falar de Física!

O que tem ficar bem claro é que…

Isso aí quer dizer que, a VARIAÇÃO do campo elétrico origina um campo magnético. Até então pensava-se exatamente nessa relação de elétrico para o magnético mas aí, veio um tal de Faraday, em 1831, e disse que a variação do fluxo magnético num circuito fechado pode originar uma corrente elétrica.

Então…

Concluiu-se que há uma simetria entre esses campos, e essa simetria se vê abundantemente na natureza. Do formato de uma flor até nossa anatomia. Interessante não?

Essa descoberta de Faraday, essa simetria, pode ser demonstrada quando um circuito composto por um par de placas neutras e metálicas.

Elas estão ligadas a uma bateria, mesmo que estas placas não estejam conectadas, uma corrente elétrica é estabelecida , pois a proximidade das placas e a capacidade do circuito (tamanho, carga da bateria) gerou um campo magnético entre as placas.

Bom, agora definitivamente vamos chegar onde queremos… depois que se descobriu que as variações de campos de elétricos e magnéticos geram um ou outro, um tal de Maxwell disse que essa interação, esse entrelaçamento entre elétrica e magnetismo, é o que denomina-se de:

ONDA ELETROMAGNÉTICA!

A teoria Maxwell prevê que se uma carga elétrica se mover com uma velocidade variável, oscilando ou girando, ela criará um campo elétrico cuja variação temporal não será constante, consequentemente o campo magnético criado também não será constante.

Esse campo magnético variável gerará um outro campo elétrico variável, que por sua vez criará um outro campo magnético variável, e assim sucessivamente. Na verdade, essa interação ocorre concomitantemente, propagando no espaço num determinado tempo.

Temos então que essa propagação é a tal da onda eletromagnética.

Qual a relação com equipamentos de radiofrequência?

E o que podemos tirar de tudo isso quando falamos num equipamento de radiofrequência? Bom, recapitulando, lembramos que a radiofrequência é o nome que se dá a um pedaço do espectro eletromagnético, onde esse espectro é formado pelas diversas frequências que o campo eletromagnético pode ter.

Agora, dito tudo isso, que entendemos que há uma relação direta entre campo elétrico e magnético, vamos observar que o equipamento de radiofrequência precisa gerar esse movimento de cargas elétricas, e a intensidade desse campo eletromagnético, isto é, o que nós convencionamos a chamar de POTÊNCIA, está diretamente relacionado a capacidade de um equipamento gerar esse movimento de cargas elétricas.

Para isso, um equipamento de radiofrequência que se propõe a gerar grande intensidade de campo eletromagnético, ou melhor dizendo, gerar potência, deve ter na sua estrutura, nos seus componentes elétrico eletrônicos, grande capacidade de gerar uma quantidade considerável de corrente elétrica (A = ampére).

Observe o exemplo abaixo. A esquerda um componente, transistor, que é parte fundamental para gerar uma potência de RF, de um equipamento X e a direita o usado no nosso Andrus e Hybrius, que são dois. Percebem que há uma diferença enorme de tamanho e de capacidade de corrente?

Pois, componentes eletrônicos que geram essa corrente, consequentemente aquecem, e para isso é necessário que eles sejam soldados numa placa de circuitos proporcionais a sua potência. Por sua vez esses circuitos e componentes precisam ser acondicionados em dissipadores e subchassis capazes de absorver essa caloria. Esse subchassis precisa ser fixado num grande chassis cheio de coolers pra fazer troca de calor (circulação de ar frio), etc…

Olha que lindo nosso Hybrius aberto! A seta em vermelho indica somente o que é o circuito gerador de radiofrequência!

Então os componentes, as dimensões (tamanho) dos componentes, consumo dos componentes, fios, etc., dizem muito sobre a capacidade de uma radiofrequência.

Quando então você compara as dimensões, peso e estrutura de um equipamento de radiofrequência verá que, na maioria das vezes, os mais pesados e robustos são os mais potentes. Salvo àqueles que tem uma casca grande mas por dentro é ó… tudo compacto, pequeno.

Quer dizer que os equipamentos compactos e leves são ruins?

Não! Quer dizer que, se você busca por uma tecnologia de radiofrequência para tratamentos que exigem grande capacidade de geração calor por RF, você precisa saber do assunto que falamos. Ainda mais se na sua clínica você realiza muitos tratamentos de redução de adiposidade.

Se o intuito são tratamentos mais conservadores e superficiais, como os faciais e os que não necessitam de temperatura muito altas, haverá equipamentos que podem te atender.

Tudo é aquela questão do custo benefício. Por isso os equipamentos que podem atender com qualidade, tratamentos corporais e faciais, são um coringa na sua clínica. Mas lembrem-se, não basta o vendedor dizer a você que faz, agora você já sabe avaliar quem é quem quando falamos de radiofrequência.

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